quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Morra de inveja: água-viva é capaz de reverter o envelhecimento

Cientistas acreditam que criaturas marinhas podem guardar o segredo da imortalidade humana.
Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini em 29/11/2012
(Fonte da imagem: Reprodução/The New York Times)
A água-viva imortal foi descoberta por acaso pelo estudante alemão de biologia marinha Christian Sommer em 1988, enquanto ele passava suas férias de verão na Riviera Italiana. Sommer, que coletava espécies de hidrozoários para um estudo, acabou capturando a pequena criatura misteriosa — da espécie Turritopsis dohrnii—, ficando espantado com o que observou no laboratório.
Após examiná-la durante alguns dias, Sommer percebeu que a água-viva simplesmente se recusava a morrer, regredindo ao seu estado inicial de desenvolvimento até reiniciar o seu ciclo de vida outra vez, sucessivamente, como se sofresse um envelhecimento reverso.
Assim, de acordo com um artigo publicado pelo The New York Times, desde a descoberta de Sommer, a pequena água-viva imortal vem sendo estudada por cientistas, que tentam entender esse aspecto “Benjamin Button” da criatura. E compreender o funcionamento da incrível habilidade da água-viva poderia desvendar os mistérios da vida eterna.

Envelhecimento reverso

(Fonte da imagem: Thinkstock)
Os pesquisadores já descobriram que a Turritopsis dohrnii inicia seu incrível rejuvenescimento quando se encontra em uma situação de estresse ou ataque, e que durante esse período o organismo passa por um processo conhecido como transdiferenciação celular, ou seja, um evento atípico no qual um tipo de célula se transforma em outro, tal como ocorre com as células-tronco humanas.
Os cientistas também observaram que a água-viva imortal — que não é maior do que um pedacinho de unha — parece estar se espalhando extensivamente pelo mundo, no que os pesquisadores chamam de “invasão silenciosa”. Contudo, apesar do que já se sabe sobre a Turritopsis dohrnii, ninguém consegue entender como é que ela executa o envelhecimento reverso.

Imortalidade em cativeiro

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)
Isso se deve à dificuldade de manter espécimes da água-viva em cativeiro, e existe apenas um cientista atualmente empenhado em desvendar o mistério da imortalidade. Seu nome é Shin Kubota, e ele trabalha sozinho e sem muito financiamento em um pequeno laboratório localizado em Shirahama, perto de Kyoto, no Japão.
Kubota, ao contrário de muitos outros cientistas, acredita que a chave para o segredo da imortalidade da Turritopsis dohrnii também pode revelar o segredo para a imortalidade humana, e é por essa razão que ele vem estudando essas minúsculas criaturas há 15 anos, dedicando pelo menos 3 horas por dia às pequenas imortais. Todos os dias!

Humanos e criaturas marinhas

Segundo o The New York Times, graças ao Projeto Genoma, concluído em 2003, os cientistas descobriram que os humanos compartilham o mesmo número de genes com uma série de animais, e que, de fato, existe uma incrível similaridade genética entre os humanos e as águas-vivas.
Hidra (Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)
Além disso, a Turritopsis dohrnii não é a única criatura marinha com superpoderes. Existem outros hidrozoários, como a hidra, por exemplo, capazes de se regenerar e adotar outras formas indefinidamente, em um ciclo que também pode ser considerado imortal.

Implicações médicas

O fato de que os humanos compartilhem tantas semelhanças com as águas-vivas pode, na verdade, ter implicações médicas importantes, especialmente relacionadas à cura do câncer e à longevidade. Assim, conforme acreditam os cientistas, a resposta para muitos dos males sofridos pela humanidade pode estar nessas criaturas.
De qualquer forma, se algum dia o mistério sobre o envelhecimento reverso daTurritopsis dohrnii for solucionado, e realmente for possível aplicar esse conhecimento para prolongar a vida dos humanos indefinidamente, novas questões também devem surgir, como quem é que gostaria de viver eternamente e como seria um mundo povoado por criaturas imortais?

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Teste genético e banco de colágeno personalizam luta antienvelhecimento
 
Aline Dini
Do UOL, em São Paulo

  • A busca por um rosto sempre jovem estimula novas tecnologias no mercado de beleza
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Quando o assunto é beleza, a prevenção tem ganhado tanta importância quanto o tratamento. A justificativa? "Fazer com que os sinais do envelhecimento demorem mais para aparecer, não se tornem tão marcados no futuro e você não precise apelar para técnicas invasivas antes do tempo", lista a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP). Na carona dessa estratégia estão os tratamentos personalizados, que vão muito além do creme formulado na farmácia de manipulação. Nesse sentido, duas das maiores novidades são o mapeamento genético da pele e o banco de células produtoras de colágeno. Entenda como cada um deles funciona e qual é o preço da beleza:

Mapeamento genético da pele
"Realizado a partir de um teste chamado DNA Perfect Skin, investiga os riscos relacionados aos genes de proteção do colágeno, capacidade antioxidante, produção de radicais livres, tendência à inflamação, fotoenvelhecimento e ressecamento da pele", lista a patologista clínica Michelle Vilhena, do Centro de Genomas, em São Paulo. "Quando associado ao exame clínico feito no consultório esse teste permite prescrever de forma mais concreta cremes e tratamentos complementares, como toxina botulínica, preenchimentos, lasers e ácidos. Além disso, ele colabora até na orientação da nutricionista sobre a dieta mais adequada para cada caso, como forma de potencializar e prolongar os efeitos dos tratamentos dermatológicos", diz a dermatologista Claudia Marçal.
Na prática, se o resultado mostrar riscos a uma resposta inflamatória mais acentuada são grandes as chances do médico não indicar sessões de laser de CO2 fracionado, por exemplo. Afinal, o equipamento atinge as camadas mais profundas da pele, o que pode levar a uma reação inflamatória ou dificultar a recuperação da pele. Mas se mesmo assim o especialista avaliar que o procedimento é o mais indicado, já vai saber previamente quais medicamentos poderá receitar para evitar efeitos colaterais indesejáveis.
A prevenção é outro ponto alto do teste genético. "Com ele o cuidado ao longo dos anos se torna mais focado e eficaz. Já que uma mulher de 30 anos que já faz a prevenção personalizada tende a ter rugas mais tarde e precisar de menos intervenções em comparação a uma que não tomou tais medidas", afirma a dermatologista Paula Kussakawa Suzuki, de Mogi das Cruzes (SP), que reconhece que um dos entraves do exame é o preço: cerca de R$ 2.500. "A vantagem é que basta fazer uma única vez e o resultado vale para toda a vida, porque o DNA não muda", completa a patologista clínica Michelle Vilhena. Segundo ela, o exame exige que a pessoa fique meia hora em jejum total para que o dermatologista colete a saliva com um kit enviado pelo laboratório. O resultado fica pronto em três semanas, quando é enviado para o médico, que pode dar uma cópia à paciente.

Poupança de colágeno
Mais indicado para quem está na faixa dos 20 aos 25 anos, pois a proposta é guardar em um banco as células que produzem as fibras que dão sustentação à pele, chamadas fibroblastos, quando elas estão no auge de sua produção. Tudo para, mais tarde, poder usá-las no combate à flacidez. A coleta é relativamente simples: no consultório, o dermatologista retira um pedacinho da axila, por ser uma região que fica protegida dos raios solares e mantém a qualidade dos fibroblastos. Esse material é enviado ao laboratório, que processa e armazena as células num congelador específico, onde ficam por décadas ou até que você precise fazer um preenchimento com elas para eliminar rugas e sulcos em qualquer parte do rosto. "Como as células utilizadas são da própria paciente e foram retiradas no auge da produção de colágeno, o resultado é ainda mais duradouro do que o realizado com ácido hialurônico, indo até três anos contra cerca de um ano e meio", compara a cientista e pesquisadora Telma Ingrid Borges de Bellis Kühn, do laboratório Tech Life, em São Paulo. Ela garante que o efeito aparece na hora, mas fica melhor após um mês, quando as células injetadas começam a produzir colágeno; e a técnica pode ser repetida sempre que houver necessidade, já que a quantidade de fibroblastos colhida rende várias aplicações. O investimento gira em torno de R$ 6 mil a R$ 8 mil, o que inclui preparação, armazenagem e aplicação dos fibroblastos, mais uma taxa de R$ 500 ao ano para manter o material no banco, contra os cerca de R$ 1,5 mil do preenchimento feito com ácido hialurônico.

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Exame de sangue poderá prever taxa de envelhecimento, diz estudo

Com resultado será possível fornecer mais informações sobre a expectativa de vida
  • BBC Brasil

Exame de sangue poderá ajudar a descobrir envelhecimentoGetty Images
Cientistas britânicos do King's College acreditam que um simples exame de sangue poderá prever o grau de envelhecimento de uma pessoa no futuro.
Os pesquisadores descobriram que as 'impressões digitais' químicas no sangue, conhecidas como metabólitos, deixadas como resultado de mudanças moleculares ainda antes do nascimento ou durante a infância, podem fornecer pistas sobre o estado geral de saúde no longo prazo e também sobre a taxa de envelhecimento.
Ao estudar gêmeos, os cientistas encontraram um grupo de 22 metabólitos ligados ao envelhecimento. Um destes, considerado como uma nova descoberta, está ligado a traços como função pulmonar, densidade mineral dos ossos e também fortemente ligado ao peso no momento do nascimento, um fator conhecido que determina a saúde durante o envelhecimento.
SUS aumenta controle de qualidade de sangue doado
Segundo os pesquisadores, os níveis deste novo metabólito, que podem ser determinados ainda na gravidez e afetados pela nutrição durante o desenvolvimento da criança, podem refletir um envelhecimento acelerado.
De acordo com os cientistas, no futuro será possível identificar estes marcadores de envelhecimento com um simples exame de sangue, o que poderá fornecer mais informações sobre a expectativa de vida e abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos de doenças relacionadas a esta época da vida de uma pessoa.
Tim Spector, chefe do Departamento de Pesquisa com Gêmeos do King's College de Londres, "cientistas sabem há muito tempo que o peso de uma pessoa no momento do nascimento é um fator importante para a saúde na meia-idade e velhice e que pessoas que nascem com peso baixo são mais propensas a doenças relacionadas à idade".
— Até agora os mecanismos moleculares que ligam o baixo peso ao nascer com saúde e doença na velhice ainda eram evasivos, mas esta descoberta revelou um dos caminhos moleculares envolvidos.
Exame de sangue detecta Down em feto de dois meses
O estudo foi publicado na revista especializada International Journal of Epidemiology.
Perfil
Os pesquisadores fizeram um perfil dos metabólitos analisando amostras de sangue doadas por mais de 6 mil gêmeos. Eles identificaram 22 metabólitos diretamente ligados ao envelhecimento cronológico. A concentração dos metabólitos era maior entre pessoas mais velhas do que entre os mais jovens.
Um metabólito em particular, chamado de C-glyTrp, está associado com a função pulmonar, densidade mineral nos ossos, índice de colesterol e pressão sanguínea. O papel deste metabólito no envelhecimento é uma descoberta completamente nova.
Ao comparar os pesos no nascimento de gêmeos idênticos que participaram da pesquisa, os pesquisadores descobriram que este metabólito também estava associado a um peso mais baixo em recém-nascidos.
Ana Valdes, a pesquisadora que liderou o estudo, este metabólito único, que está relacionado ao envelhecimento e a doenças ligadas ao envelhecimento, era diferente em gêmeos idênticos que tinham pesos diferentes ao nascer. Isto nos mostra que o peso ao nascer afeta um mecanismo molecular que altera este metabólito.
— Isto vai nos ajudar a entender como uma nutrição mais baixa ainda no útero altera os caminhos moleculares que vão resultar em um envelhecimento mais rápido e maior risco de doenças ligadas ao envelhecimento 50 anos depois.
A cientista afirma que a compreensão destes caminhos moleculares envolvidos nos processos de envelhecimento pode abrir caminho para a criação, no futuro, de exames simples para detectar e terapias para tratar doenças ligadas ao envelhecimento.
— Como estes 22 metabólitos ligados ao envelhecimento são detectáveis no sangue, agora podemos ver a verdadeira idade a partir de uma amostra de sangue e, no futuro, isto poderá ser melhorado e poderemos identificar o futuro do envelhecimento biológico das pessoas.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013

ENVELHECIMENTO


                              


  • Envelhecimento Ativo
    Entende-se por envelhecimento as alterações fisiológicas que ocorrem ao longo do tempo em organismos multicelulares. Para detalhar mais um pouco, tais alterações acontecem nas moléculas e nas células que acabam por prejudicar o funcionamento dos órgãos e do organismo em geral. Podem-se dividir as causas de tal período levando em consideração a genética, o estilo de vida e o ambiente em que uma pessoa vive.
    A genética explica o envelhecimento através da divisão das células (mitose). Nesse processo de divisão, as sequências de DNA se encurtam fazendo com que haja a perda progressiva da capacidade de renovação. O estilo de vida que uma pessoa leva pode contribuir bastante para o seu envelhecimento como, por exemplo, o sedentarismo que faz com que um indivíduo acumule gorduras e açúcares no organismo, dificultando a ação dos órgãos. O ambiente também favorece ou não a longevidade de um indivíduo, já que a poluição, o abastecimento sanitário precário, o excesso de trabalho e outros fatores podem aumentar a probabilidade de envelhecimento precoce.
    Segundo a Organização Mundial de Saúde é considerada idosa qualquer pessoa a partir de 60 anos de idade, mas vale lembrar que tal consideração é avaliada segundo o envelhecimento fisiológico, o que não impede uma pessoa de ser social e intelectualmente ativa. A saúde intelectual e física nesse processo é de grande valia. Essas podem ser equilibradas através de atividades sociais e de lazer que não deixam com que o indivíduo em fase de envelhecimento se sinta excluído da sociedade e incapaz de exercer funções.
    Os principais problemas que ocorrem durante o período de envelhecimento são os danos no sistema nervoso central (que comprometem a memória tornando-a mais fraca com o passar do tempo) e problemas psicológicos. A expressão “envelhecimento ativo” tem crescido consideravelmente, assim como o número de seus adeptos. Trata-se de envelhecer priorizando, além de atividades sociais, as afetivas, profissionais e amorosas. Essas atividades preenchem o dia dos idosos deixando-os ocupados e tornando-os presas mais difíceis aos problemas de saúde e psicológicos.

    Por Gabriela Cabral
    Equipe Brasil Escola

    domingo, 23 de junho de 2013

    Idade Biológica x Idade Cronológica

    • sexta-feira, novembro 5th, 2010   Categoria: Avaliações  os
    idade

    Envelhecer é inevitável (?) ainda (!), pois esse processo se inicia a partir do momento em que nascemos. Mas, você pode escolher como será esse processo.
    Além do envelhecimento diário, existe o que se chama envelhecer de forma fisiológica ou patológica. O que significa isso? O envelhecimento fisiológico é aquele que depende da nossa genética e por enquanto ainda é imutável, ou seja, aos 15 ou 20 anos de idade, você normalmente tem o corpo que seus genes determinaram, mas aos 40 anos você tem o corpo que merece. Daí para frente vai depender de suas escolhas em relação aos hábitos de vida, como aquilo que você come, se faz ou não exercícios físicos, como administra seu equilíbrio emocional e se cuida de sua saúde de forma preventiva, usando o que a medicina moderna tem a oferecer. O envelhecimento patológico ocorre a partir do momento em que as pessoas passam a aceitar que existem doenças próprias da velhice e se comportam de maneira passiva em relação à sua saúde.
    A partir do que foi colocado surge o conceito de idade cronológica e idade biológica. Qual a diferença? A idade cronológica não pode ser modificada e está registrada em seu documento de identidade enquanto que a idade biológica se refere ao estado de conservação de seu organismo. Portanto, essa idade pode ser mudada e/ou retardada desde que você passe a se alimentar de forma equilibrada, evitando gorduras saturadas e carboidratos refinados (de alto índice glicêmico), faça atividade física regular (pelo menos três vezes por semana), associando exercícios aeróbicos com musculação, cuide de seu bem-estar emocional e procure o auxílio da medicina preventiva. É fácil e até intuitivo aceitar que se deve comer bem e praticar exercícios, mas e o emocional, o que tem a ver com o envelhecimento?
    Hoje em dia se sabe que o estresse crônico, muito comum na vida das pessoas, leva a uma ativação exagerada da nossa glândula supra-renal, que produz excesso do hormônio cortisol. Esse hormônio favorece o ganho de peso, principalmente acúmulo de gordura abdominal e acelera o processo de envelhecimento. Quem é mais jovem? Uma pessoa de 48 anos ou uma de 70 anos?
    A resposta correta é: depende da idade biológica, ou seja, é possível uma pessoa de 70 anos ter uma idade biológica de 55 anos e vice-versa. São vários os fatores que levam ao envelhecimento patológico e os principais são: dieta incorreta, estresse, sedentarismo, estilo de vida inapropriado, desequilíbrio hormonal, desequilíbrio na bioquímica cerebral e formação excessiva de radicais livres.
    “Já existe em nossa clínica um poderoso software que nos permite estimar com razoável precisão a nossa idade biológica real a partir de inserção de todos os nossos hormônios, marcadores de inflamação ad corrente sanguínea e medidas corporais e testes físicos. A laudo sai na hora e podemos comparar se futuras intervenções estão realmente tendo eficácia.”
    Revertendo esse marcador biológico o corpo pode, mais uma vez, parecer anos mais jovem, embora não o seja. Além disso, é possível manter o desempenho físico e mental nos mesmos níveis com os quais estávamos acostumados em uma fase anterior da vida. Esse marcador biológico do envelhecimento é governado pelas alterações hormonais que acontecem à medida que envelhecemos. Portanto, o segredo para reverter o envelhecimento está na capacidade de modular (equilibrar) nossos hormônios.
    Afinal que desequilíbrio hormonal é esse? Na realidade, os nossos hormônios não caem porque envelhecemos, mas sim envelhecemos porque os hormônios caem. Daí a importância de se fazer uma avaliação clínica e laboratorial periódica, minuciosa, com o objetivo de se procurar ajuda médica através de uma modulação hormonal feita de forma criteriosa. Invista na sua idade biológica, pois não basta acrescentar anos à sua vida, mas sim vida a seus anos.
    Começamos a perder em torno de 1 a 3% de nossos hormônios com 30 anos de idade. Por isso, ao chegarmos aos 40 anos será perceptível a diferença. A boa notícia é que, uma vez detectadas essas deficiências, elas são perfeitamente corrigíveis.
    A modulação hormonal irá promover:
    1. Aumento do nível de energia;
    2. Redução da gordura corporal;
    3. Aumento da massa magra;
    4. Melhora da função cognitiva (raciocínio);
    5. Melhora da atividade sexual;
    6. Melhora do humor e da habilidade de lidar com o estresse;
    7. Fortalecimento do sistema imunológico (de defesa

    sábado, 22 de junho de 2013

    Envelhecimento e Inflamação


    Dr. João Mariano Sepúlveda - cardiogeriatra

    A recente comprovação de que é possível interferir na formação, evolução,  progressão e regressão da placa aterosclerótica, eminentemente por deposição de gorduras sobre um processo inflamatório local, com redução da luz arterial, e conseqüente obstrução ou oclusão de vasos, tem possibilitado uma sucessão de novos conhecimentos ou, quando pouco, novos questionamentos.

    O chamado transporte reverso no qual substâncias ministradas para controle  da doença endotelial, parede dos vasos sanguíneos, que inclui a dislipidemia, hipertensão, diabetes obesidade ou todas juntas, agem exaurindo a presença das gorduras, colesterol, nas reações bioquímicas onde são necessárias no organismo humano, fazendo com que roube das placas e as “queimem” no metabolismo regular, revertendo depósitos arteriais já formados. Comprovado com utilização do ultra-som transluminal, dentro do vaso sanguíneo, tem sido motivo de franco otimismo de quem acompanha pacientes portadores de patologias envolvidas. 

    A associação do processo inflamatório celular as doenças, deixa de ser uma suspeita e vai tornando-se uma forte tendência, nos mais diversos setores médicos.

    A interseção entre o sistema imunológico, inflamação e produção e facilitação de patologias parece estar bem estabelecido no idoso, como toda reação lesiva mais exacerbada. No obeso e em pacientes convalescente de infecção ou câncer, também!

    Recente revisão na revista Nature, de janeiro de 2008, mostra que mediadores inflamatórios, gerados pelas células do sistema imunológico além de coordenarem a resposta inflamatória local e sistêmica do organismo, podem atuar também no cérebro levando a depressão em indivíduos vulneráveis.

    Esses mediadores são conhecidos como citocinas pró-inflamatórias e incluem a interleucina-1 alfa e beta e a 6, alem do fator de necrose tumoral.

    Logo a inflamação é um evento biológico importante, que pode aumentar o risco a doenças diversas inclusive a depressão, muito mais que os tradicionais e já consagrados fatores psicossociais.

    Conclui o artigo citado, que a presença da depressão em pacientes com doença coronária é três vezes maior em relação à população geral.

    A geriatria e especialidades afins devem estar muito atentos, e informados para conduzir casos de doenças primárias com desdobramentos secundários a distância, muitas vezes, aparentemente desconectados do caso clínico e de resolução mais difícil. Pacientes transplantados, suicidas, terminais, devem por eleição, ter abordagem com noções de técnica de grupo.

    O envelhecimento natural, a exposição a radiação temperaturas extremas, ou pressão em mergulhadores, ou a altitude em alpinistas, as doenças crônicas cardiocirculatórias, o estresse crônico, alergias, diabetes, câncer, osteoporose, déficits hormonais, da tireóide e da hipófise, em estados clínicos ou subclínicos, levam a produção de substâncias tóxicas que agem a distância piorando as próprias, e gerando novas patologias, perpetuando o processo inflamatório e a doença.

    A utilização de novos marcadores tem possibilitado observar a presen ça destas atividades em pacientes acompanhados.

    Acredita-se que a molécula inflamatória NF-kB, cronicamente ativada, seja o elo entre a resposta inflamatória e as doenças crônicas.

    Células chamadas de natural killer, são células de defesas que interferem no processo inflamatório das doenças, e estão inibidas nas doenças citadas. As interleucinas 6 são percebidas através de seu metabólito, a proteína C reativa (pcr) medida comumente na prática clínica. Alem, desta temos o fator de necrose tumoral (FTN), comum nas células adiposas motivo maior da preocupação com a perda de peso. A homocisteína, o malonildialdeido, as apolipoproteínas, as lipoproteínas, o  anti- ldl oxidado, fazem parte de um recente arsenal de marcadores através do qual uma gama cada vez maior de especialidades médicas se valem para determinar agressões orgânicas.

    A diversidade de sistemas atingidos levam a certeza, que mais e mais o envolvimento profissional, deve ser multidisciplinar. Conceitos novos levam a superação de pré-conceitos antigos! Não é mais vigente o olhar sobre sintomas isolados e pontuais, a avaliação sindrômica é fundamental.

    O consórcio das mais diversas especialidades, convergem a expectativa  do processo resolutivo de  todas as doenças de dependência da vascularização normal, descortinando horizontes menos sombrios nos prognósticos.

    O artigo  de hoje tenta familiarizar o leigo ao que de mais atual vem ocorrendo neste tema.  Bom Domingo! 

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    terça-feira, 18 de junho de 2013


    Radicais livres e o envelhecimento

    Sáb, 16/02/2008 - 18h35 -

    A maior atenção que se dá ao corpo é em relação ao tempo de vida, principalmente as mulheres.
    Há informações sobre funcionamento do organismo humano de sobra em livros, revistas, jornais, rádios e, mais recentemente, na internet.
    Esta tem sido a coqueluche do momento, por sua utilidade, facilidade e disponibilidade. Ninguém pode se queixar que falta informação.

    Porém, o excesso pode causar uma poluição tão grande na cabeça das pessoas, chegando mesmo a estressá-las. Mesmo assim a internet oferece conhecimentos focalizados, que com um pouco de prática e paciência consegue-se identificar assuntos específicos como o que vamos abordar: envelhecimento.
    O corpo humano é uma somatória de células que vão se renovando ou morrendo ao longo da vida. Os responsáveis pelo envelhecimento das células são os radicais livres.
    Eles se formam durante a vida, mas são mais sentidos a partir da idade adulta.

    Segundo o professor-pesquisador Fabio Giordano, a velhice humana é uma realidade biológica à medida que o tempo passa e avança o desenvolvimento orgânico. Há uma complexa interação entre mudanças biológicas, psicológicas e sociais, sendo difícil estabelecer qual desses três fatores é mais determinante no envelhecimento.
    O aumento na produção de radicais livres é responsável pela agressão às células. As reações químicas que ocorrem podem favorecer o depósito de placas nas paredes das arteriais, assim como a combinação de radicais livres com o DNA das células, alterando seu código genético e produzindo uma multiplicação desordenada - o que pode provocar câncer e infarto do miocárdio.

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    Não podemos eliminar totalmente essa formação de radicais livres no nosso organismo, mas as principais fontes externas sim. São elas: fumaça em geral (cigarro, de veículos, de churrasqueiras etc.), bebidas alcoólicas, exposição a poluentes atmosféricos, raios solares, raios X, excesso de ingestão de carnes vermelhas,
    frituras, embutidos, alimentos defumados.

    Se a intenção das pessoas é evitar o envelhecimento, o emagrecimento também contribui para vida longa e saudável. Quando se faz um cardápio de emagrecimento logicamente há diminuição da ingestão de alimentos e melhores escolhas dos mesmos quanto a sua qualidade.
    Esse processo deverá estar associado ao exercício físico que, se não for em excesso, ajuda a eliminar radicais livres. Cabe ressaltar que exercícios físicos não podem ultrapassar a capacidade da pessoa, pois daí haverá produção de radicais livres.
    Assim, emagrecer e manter-se jovem caminham juntos.
    Por Dr. José Rui Bianchi
    Médico psiquiatra e Autor do livro
    "Emagrecer também é Marketing" - DVS Editora