sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estudo aponta que sono ajuda o cérebro a se manter saudável     





France Presse
Publicação: 17/10/2013 21:07 Atualização:

Washington - Dormir permite ao cérebro limpar os resíduos acumulados no dia anterior graças a um mecanismo descoberto recentemente e que é ativo sobretudo durante o sono, demonstra um estudo publicado esta quinta-feira na revista Science.

Como um zelador que varre os corredores depois que as luzes se apagam, no cérebro ocorrem grandes mudanças quando dormimos que lhe permitem tirar o lixo e manter as doenças longe.

A descoberta pode fazer avançar a compreensão das funções biológicas do sono, explicaria porque passamos um terço da vida dormindo e permitiria encontrar tratamentos contra doenças neurológicas como o mal de Alzheimer, afirmam os cientistas autores deste estudo.

"Esta pesquisa mostra que o cérebro tem diferentes estados de funcionamento durante os períodos de vigília e de sono", explicou o doutor Maiken Nedergaard, da faculdade de Medicina da Universidade de Rochester (Nova York, nordeste), principal autor do estudo.

"De fato, a natureza reparadora do sono resultaria da eliminação destes resíduos produzidos pela atividade neuronal que se acumulam no período de vigília", acrescentou.

O mecanismo integrado no sistema sanguíneo impulsiona o fluido cérebro-espinhal através dos tecidos e o devolve purificado.

Em experimentos de laboratório feitos em ratos, os cientistas viram como o lixo celular era jogado para fora do cérebro através de vasos sanguíneos para o sistema circulatório do corpo e, finalmente, para o fígado, onde são eliminados.

A eliminação das toxinas no cérebro é essencial, visto que seu acúmulo na forma de proteínas tóxicas pode provocar doenças. Segundo os cientistas, quase todas as patologias neurodegenerativas estão vinculadas a um acúmulo de dejetos celulares.

Entre os dejetos eliminados nas cobaias de laboratório estavam a proteína beta amiloide, que quando se acumula é um gatilho para o aparecimento do mal de Alzheimer.

O processo é acelerado durante o sono porque as células do cérebro se retraem cerca de 60%, permitindo ao fluxo se mover mais rápido e mais livremente pelo cérebro, permitindo que os dejetos sejam eliminados mais facilmente.

Toda a operação acontece no que os cientistas chamam de 'glinfático', que parece ser 10 vezes mais ativo durante o sono do que durante a vigília e permite limpar a maior parte das toxinas responsáveis pelo mal de Alzheimer e outras doenças neurológicas.

"O cérebro tem energia limitada à sua disposição", afirmou Nedergaard. "É como organizar uma festa em casa. Você pode entreter os convidados ou limpar a casa, mas realmente não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo", explicou.
Estudo mostra a falta de sono ligada ao mal de Alzheimer
 
Pessoas com problemas para dormir tendem a acumular no cérebro uma substância relacionada à doença neurodegenerativa. Não se sabe, contudo, se as noites maldormidas provocam ou são causadas pela enfermidade



Paloma Oliveto

Publicação: 19/03/2013 07:30 Atualização:

Mais de uma década antes de a doença de Alzheimer começar a se manifestar, surgem sintomas que, para a maioria das pessoas, não têm qualquer relação com a demência: os distúrbios do sono. Alguns estudos realizados com ratos mostram que, no início da degeneração gradativa dos neurônios, embora as funções de cognição não sejam afetadas, o ciclo de vigília e repouso já está alterado. Agora, uma pesquisa com humanos comprovou que problemas para dormir, de fato, estão associados ao Alzheimer. Não se sabe ainda, porém, se essa é uma das causas ou consequência da doença.
Leia mais em Ciência e Saúde

O estudo, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, contou com a participação de 145 pessoas entre 45 e 75 anos, sem deficits cognitivos no momento em que aderiram à pesquisa. Antes de os testes começarem, os pesquisadores retiraram amostras do líquido cefalorraquidiano, um fluido que circula entre o cérebro e a medula espinhal, em cuja amostra é possível detectar substâncias do metabolismo cerebral. No caso, os cientistas estavam atrás da proteína beta-amiloide, que existe em quantidades anormais nas pessoas que sofrem de Alzheimer. Em indivíduos saudáveis, ela é eliminada naturalmente, mas, por motivos ainda não completamente esclarecidos, a substância pode começar a se agrupar, formando placas de gordura, o que destrói os neurônios.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A QUERCETINA REJUVENESCE


A mãe natureza protege as plantas contra condições as extremas dos vários ambientes terrestres. E faz isto protegendo-as com potentes fito-químicos, sendo o mais comum a quercetina. Felizmente, este poderoso poder protetor é rapidamente transferível para nós quando as ingerimos. A quercetina aumenta a longevidade, maioritariamente protegendo-nos contra as mesmas ameaças que as plantas enfrentam: stress oxidativo, Alteração do AND, e toxinas ambientais. Uma enorme quantidade – e sempre em expansão – de evidência científica associa o elevado consumo de quercetina à melhoria da condição cardiovascular, à diminuição da incidência de cancro, a menores respostas alérgicas ea a um aumento da resistência às infeções. A ingestão de quantidade suficiente de nutrientes derivados das plantas é um problema crescente – nomeadamente para as crianças – que pode felizmente ser ultrapassado pela suplementação.
A quercetina aumenta a longevidade em estudos laboratoriais com animais simples e até com células humanas. Estudos mais detalhados confirmam que os efeitos da quercetina emerge da capacidade de combate às causas majors do envelhecimento e da doença crónica.
A suplementação com quercetina  mostra capacidades para diminuir o risco de doença cardiovascular ao normalizar as lipoproteínas (cholesterol) e para diminuir a incidência de cancro ao bloquear os processos primaries de indução cancerosa.
A quercetina também modifica favoravelmente a imunidade, reduzindo o impacto das alergias e doenças pulmonares associadas, ao mesmo tempo que aumenta a nossa resposta a inimigos como vírus e bactérias.
A quercetina é rapidamente absorvida e não apresenta efeitos laterais; deve fazer parte do nosso suplemento diário de forma a prolongar a vida e aumentar a sua qualidade.

publicado por Anti-Envelhecimento às 13:4

domingo, 6 de outubro de 2013

7 alimentos que prolongam a vida

A fórmula da juventude pode ser servida à mesa.

Com benefícios comprovados, estes poderosos

nutrientes vão ajudá-la a melhorar a saúde e

redobrar a disposição e o bem-estar. Bom apetite!

-  A  A  +
Por Marcia Di Domenico, com fotos de Carlos Cubi


Revista Claudia - 06/2007

                      
                                                       

                            1. TOMATE FORTALECE A MEMÓRIA
Já se sabe que ele é rico em licopeno, antioxidante
que previne o câncer e impede a formação do mau
colesterol. Mas um estudo recente, da Universidade
 de Kentucky, nos Estados Unidos, comprovou que
 o tomate também é fonte de ácido ferúlico, que
preserva os neurônios da degeneração provocada
pelo stress oxidativo, protegendo contra os males
de Alzheimer, de Parkinson e a demência senil.
"Duas unidades por dia são suficientes para retardar
o aparecimento dessas doenças em quem apresenta
predisposição genética a elas", diz o endocrinologista Wilmar Accursio, presidente da Sociedade Brasileira de Antienvelhecimento. Como o fruto é um dos alimen-
tos que mais retêm agrotóxicos em sua casca, prefira
os orgânicos.

2. ALHO AUMENTA A IMUNIDADE
Rico em componentes que ativam o sistema imunoló-
gico e combatem vírus, bactérias e fungos que causam
infecções, o alho pode agir como coadjuvante no
tratamento de resfriados, gripes e aftas, por exemplo.
"Além disso, graças aos compostos fitoquímicos
(alicina e ajoeno), o alimento ajuda a baixar os
níveis de açúcar no sangue e tem ação antioxidante
importante no controle do câncer", afirma o
endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo.
Seus compostos ainda inibem a produção do mau
colesterol e impedem a arteriosclerose - o espessa-
mento da parede das artérias causado pelo depósito
de gorduras. Para colher os benefícios, o médico
sugere a ingestão diária de 600 a 900 miligramas
de alho cru amassado (um dente grande ou dois
pequenos).

3. FRUTAS VERMELHAS PROTEGEM
CONTRA O CANCÊR
Amora, framboesa e morango contêm ácido elágico,
que evita o envelhecimento precoce das células e a
formação de tumores, segundo pesquisa da Universi-
dade de Brasília publicada em 2006. Além disso,
essas frutas têm flavonóides, com propriedades anti-
inflamatórias, antialérgicas e anticancerígenas. Nesse
 grupo, Jocelem Salgado, presidente da Sociedade
Brasileira de Alimentos Funcionais, destaca o mirtilo,
que ajuda a reverter o declínio das funções cerebrais
e previne cataratas e glaucoma. A nutricionista
Vanderlí Marchiori, de São Paulo, sugere o consumo
diário de duas taças com um mix de frutas vermelhas
(de preferência, orgânicas), um copo de suco (vale
usar frutas congeladas) ou duas xícaras de chá feito
com as folhas.

4. CASTANHA-DO-PARÁ RETARDA O ENVELHECIMENTO
Ela é fonte de vitamina E e selênio, que colaboram
para frear a produção de radicais livres, desacelerar
o envelhecimento e reduzir o risco de doenças do
coração. O mineral, ingerido em doses recomenda-
das (entre 55 e 70 gramas por dia), evita a propagação
do  câncer, atua no equilíbrio do hormônio da glându-
la tireóide e fortalece a imunidade. Um estudo condu-
zido por pesquisadores da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e professores da
Universidade Federal do Acre comprovou a eficácia
da castanha e de alimentos enriquecidos com farinha
de castanha-do-pará na recuperação de crianças des-
nutridas na Amazônia. "Uma unidade por dia é capaz
 de suprir as necessidades diárias de selênio", diz
Vanderlí Marchiori.

5. MAÇA ACALMA O ORGANISMO
O que não faltam são razões para consumir a fruta,
de preferência com casca e tudo. Uma unidade
contém 85% de água em sua composição e 5 gramas
 de fibras solúveis e insolúveis, o que significa entre
15 e 20% da dose diária indicada para que o
organismo funcione bem. Mas o poder maior da
fruta está na quercitina, fitonutriente que reduz os
 riscos de desenvolver doenças cerebrovasculares
e câncer no estômago, fígado e pulmão,
principalmente. Cientistas do Núcleo de Pesquisa
em Alimentos Funcionais da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul descobriram ainda
que as pessoas que comem pelo menos cinco maçãs
por semana respiram e dormem melhor e apresentam
menos probabilidade  de ter problemas na garganta.

6. LINHAÇA CONTROLA A OSCILAÇÃO
HORMONAL
O alimento é extremamente rico em ácidos graxos
ômega 3, baixa o colesterol ruim e a taxa de
triglicérides. Estudos recentes atribuem à linhaça
propriedades que ajudam a controlar os hormônios.
Ela amenizaria os efeitos da TPM e os fogachos da
menopausa. "Além disso, a semente é um alimento
biogênico, ou seja, é capaz de guardar informações
genéticas para a formação de novos seres e, portanto,
também funciona como um revitalizante poderoso
das funções físicas e mentais", diz a química
Conceição Trucom, autora do livro A Importância
da Linhaça na Saúde (editora Alaúde). Ela recomenda
ingerir uma colher de sopa da semente
por dia, polvilhada sobre saladas ou iogurtes ou
misturada a pães e bolos.

7. IOGURTE PREVINE DOENÇAS

O valor desse alimento está nos 6 milhões de bactérias
probióticas por mililitro. "Além de equilibrar a flora
intestinal, elas auxiliam no trabalho de absorção dos
nutrientes", diz a endocrinologista Alessandra
Rascovski, de São Paulo. No livro A Dieta
Perricone - Aprenda a Perder Peso e Cuidar da Pele
e da Saúde ao Mesmo Tempo (editora Campus), o
dermatologista americano destaca que o consumo
regular de alimentos probióticos previne infecções
causadas por fungos, melhora a imunidade, controla
o colesterol e reduz o risco de câncer. Um copo de
iogurte por dia já traz todos esses benefícios desde
que não tenha corantes, conservantes, espessantes
nem adição de açúcar - tudo isso pode atrapalhar a
sobrevivência das bactérias no organismo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Morra de inveja: água-viva é capaz de reverter o envelhecimento

Cientistas acreditam que criaturas marinhas podem guardar o segredo da imortalidade humana.
Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini em 29/11/2012
(Fonte da imagem: Reprodução/The New York Times)
A água-viva imortal foi descoberta por acaso pelo estudante alemão de biologia marinha Christian Sommer em 1988, enquanto ele passava suas férias de verão na Riviera Italiana. Sommer, que coletava espécies de hidrozoários para um estudo, acabou capturando a pequena criatura misteriosa — da espécie Turritopsis dohrnii—, ficando espantado com o que observou no laboratório.
Após examiná-la durante alguns dias, Sommer percebeu que a água-viva simplesmente se recusava a morrer, regredindo ao seu estado inicial de desenvolvimento até reiniciar o seu ciclo de vida outra vez, sucessivamente, como se sofresse um envelhecimento reverso.
Assim, de acordo com um artigo publicado pelo The New York Times, desde a descoberta de Sommer, a pequena água-viva imortal vem sendo estudada por cientistas, que tentam entender esse aspecto “Benjamin Button” da criatura. E compreender o funcionamento da incrível habilidade da água-viva poderia desvendar os mistérios da vida eterna.

Envelhecimento reverso

(Fonte da imagem: Thinkstock)
Os pesquisadores já descobriram que a Turritopsis dohrnii inicia seu incrível rejuvenescimento quando se encontra em uma situação de estresse ou ataque, e que durante esse período o organismo passa por um processo conhecido como transdiferenciação celular, ou seja, um evento atípico no qual um tipo de célula se transforma em outro, tal como ocorre com as células-tronco humanas.
Os cientistas também observaram que a água-viva imortal — que não é maior do que um pedacinho de unha — parece estar se espalhando extensivamente pelo mundo, no que os pesquisadores chamam de “invasão silenciosa”. Contudo, apesar do que já se sabe sobre a Turritopsis dohrnii, ninguém consegue entender como é que ela executa o envelhecimento reverso.

Imortalidade em cativeiro

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)
Isso se deve à dificuldade de manter espécimes da água-viva em cativeiro, e existe apenas um cientista atualmente empenhado em desvendar o mistério da imortalidade. Seu nome é Shin Kubota, e ele trabalha sozinho e sem muito financiamento em um pequeno laboratório localizado em Shirahama, perto de Kyoto, no Japão.
Kubota, ao contrário de muitos outros cientistas, acredita que a chave para o segredo da imortalidade da Turritopsis dohrnii também pode revelar o segredo para a imortalidade humana, e é por essa razão que ele vem estudando essas minúsculas criaturas há 15 anos, dedicando pelo menos 3 horas por dia às pequenas imortais. Todos os dias!

Humanos e criaturas marinhas

Segundo o The New York Times, graças ao Projeto Genoma, concluído em 2003, os cientistas descobriram que os humanos compartilham o mesmo número de genes com uma série de animais, e que, de fato, existe uma incrível similaridade genética entre os humanos e as águas-vivas.
Hidra (Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)
Além disso, a Turritopsis dohrnii não é a única criatura marinha com superpoderes. Existem outros hidrozoários, como a hidra, por exemplo, capazes de se regenerar e adotar outras formas indefinidamente, em um ciclo que também pode ser considerado imortal.

Implicações médicas

O fato de que os humanos compartilhem tantas semelhanças com as águas-vivas pode, na verdade, ter implicações médicas importantes, especialmente relacionadas à cura do câncer e à longevidade. Assim, conforme acreditam os cientistas, a resposta para muitos dos males sofridos pela humanidade pode estar nessas criaturas.
De qualquer forma, se algum dia o mistério sobre o envelhecimento reverso daTurritopsis dohrnii for solucionado, e realmente for possível aplicar esse conhecimento para prolongar a vida dos humanos indefinidamente, novas questões também devem surgir, como quem é que gostaria de viver eternamente e como seria um mundo povoado por criaturas imortais?

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Teste genético e banco de colágeno personalizam luta antienvelhecimento
 
Aline Dini
Do UOL, em São Paulo

  • A busca por um rosto sempre jovem estimula novas tecnologias no mercado de beleza
  • A busca por um rosto sempre jovem estimula novas tecnologias no mercado de beleza
Quando o assunto é beleza, a prevenção tem ganhado tanta importância quanto o tratamento. A justificativa? "Fazer com que os sinais do envelhecimento demorem mais para aparecer, não se tornem tão marcados no futuro e você não precise apelar para técnicas invasivas antes do tempo", lista a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP). Na carona dessa estratégia estão os tratamentos personalizados, que vão muito além do creme formulado na farmácia de manipulação. Nesse sentido, duas das maiores novidades são o mapeamento genético da pele e o banco de células produtoras de colágeno. Entenda como cada um deles funciona e qual é o preço da beleza:

Mapeamento genético da pele
"Realizado a partir de um teste chamado DNA Perfect Skin, investiga os riscos relacionados aos genes de proteção do colágeno, capacidade antioxidante, produção de radicais livres, tendência à inflamação, fotoenvelhecimento e ressecamento da pele", lista a patologista clínica Michelle Vilhena, do Centro de Genomas, em São Paulo. "Quando associado ao exame clínico feito no consultório esse teste permite prescrever de forma mais concreta cremes e tratamentos complementares, como toxina botulínica, preenchimentos, lasers e ácidos. Além disso, ele colabora até na orientação da nutricionista sobre a dieta mais adequada para cada caso, como forma de potencializar e prolongar os efeitos dos tratamentos dermatológicos", diz a dermatologista Claudia Marçal.
Na prática, se o resultado mostrar riscos a uma resposta inflamatória mais acentuada são grandes as chances do médico não indicar sessões de laser de CO2 fracionado, por exemplo. Afinal, o equipamento atinge as camadas mais profundas da pele, o que pode levar a uma reação inflamatória ou dificultar a recuperação da pele. Mas se mesmo assim o especialista avaliar que o procedimento é o mais indicado, já vai saber previamente quais medicamentos poderá receitar para evitar efeitos colaterais indesejáveis.
A prevenção é outro ponto alto do teste genético. "Com ele o cuidado ao longo dos anos se torna mais focado e eficaz. Já que uma mulher de 30 anos que já faz a prevenção personalizada tende a ter rugas mais tarde e precisar de menos intervenções em comparação a uma que não tomou tais medidas", afirma a dermatologista Paula Kussakawa Suzuki, de Mogi das Cruzes (SP), que reconhece que um dos entraves do exame é o preço: cerca de R$ 2.500. "A vantagem é que basta fazer uma única vez e o resultado vale para toda a vida, porque o DNA não muda", completa a patologista clínica Michelle Vilhena. Segundo ela, o exame exige que a pessoa fique meia hora em jejum total para que o dermatologista colete a saliva com um kit enviado pelo laboratório. O resultado fica pronto em três semanas, quando é enviado para o médico, que pode dar uma cópia à paciente.

Poupança de colágeno
Mais indicado para quem está na faixa dos 20 aos 25 anos, pois a proposta é guardar em um banco as células que produzem as fibras que dão sustentação à pele, chamadas fibroblastos, quando elas estão no auge de sua produção. Tudo para, mais tarde, poder usá-las no combate à flacidez. A coleta é relativamente simples: no consultório, o dermatologista retira um pedacinho da axila, por ser uma região que fica protegida dos raios solares e mantém a qualidade dos fibroblastos. Esse material é enviado ao laboratório, que processa e armazena as células num congelador específico, onde ficam por décadas ou até que você precise fazer um preenchimento com elas para eliminar rugas e sulcos em qualquer parte do rosto. "Como as células utilizadas são da própria paciente e foram retiradas no auge da produção de colágeno, o resultado é ainda mais duradouro do que o realizado com ácido hialurônico, indo até três anos contra cerca de um ano e meio", compara a cientista e pesquisadora Telma Ingrid Borges de Bellis Kühn, do laboratório Tech Life, em São Paulo. Ela garante que o efeito aparece na hora, mas fica melhor após um mês, quando as células injetadas começam a produzir colágeno; e a técnica pode ser repetida sempre que houver necessidade, já que a quantidade de fibroblastos colhida rende várias aplicações. O investimento gira em torno de R$ 6 mil a R$ 8 mil, o que inclui preparação, armazenagem e aplicação dos fibroblastos, mais uma taxa de R$ 500 ao ano para manter o material no banco, contra os cerca de R$ 1,5 mil do preenchimento feito com ácido hialurônico.

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Exame de sangue poderá prever taxa de envelhecimento, diz estudo

Com resultado será possível fornecer mais informações sobre a expectativa de vida
  • BBC Brasil

Exame de sangue poderá ajudar a descobrir envelhecimentoGetty Images
Cientistas britânicos do King's College acreditam que um simples exame de sangue poderá prever o grau de envelhecimento de uma pessoa no futuro.
Os pesquisadores descobriram que as 'impressões digitais' químicas no sangue, conhecidas como metabólitos, deixadas como resultado de mudanças moleculares ainda antes do nascimento ou durante a infância, podem fornecer pistas sobre o estado geral de saúde no longo prazo e também sobre a taxa de envelhecimento.
Ao estudar gêmeos, os cientistas encontraram um grupo de 22 metabólitos ligados ao envelhecimento. Um destes, considerado como uma nova descoberta, está ligado a traços como função pulmonar, densidade mineral dos ossos e também fortemente ligado ao peso no momento do nascimento, um fator conhecido que determina a saúde durante o envelhecimento.
SUS aumenta controle de qualidade de sangue doado
Segundo os pesquisadores, os níveis deste novo metabólito, que podem ser determinados ainda na gravidez e afetados pela nutrição durante o desenvolvimento da criança, podem refletir um envelhecimento acelerado.
De acordo com os cientistas, no futuro será possível identificar estes marcadores de envelhecimento com um simples exame de sangue, o que poderá fornecer mais informações sobre a expectativa de vida e abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos de doenças relacionadas a esta época da vida de uma pessoa.
Tim Spector, chefe do Departamento de Pesquisa com Gêmeos do King's College de Londres, "cientistas sabem há muito tempo que o peso de uma pessoa no momento do nascimento é um fator importante para a saúde na meia-idade e velhice e que pessoas que nascem com peso baixo são mais propensas a doenças relacionadas à idade".
— Até agora os mecanismos moleculares que ligam o baixo peso ao nascer com saúde e doença na velhice ainda eram evasivos, mas esta descoberta revelou um dos caminhos moleculares envolvidos.
Exame de sangue detecta Down em feto de dois meses
O estudo foi publicado na revista especializada International Journal of Epidemiology.
Perfil
Os pesquisadores fizeram um perfil dos metabólitos analisando amostras de sangue doadas por mais de 6 mil gêmeos. Eles identificaram 22 metabólitos diretamente ligados ao envelhecimento cronológico. A concentração dos metabólitos era maior entre pessoas mais velhas do que entre os mais jovens.
Um metabólito em particular, chamado de C-glyTrp, está associado com a função pulmonar, densidade mineral nos ossos, índice de colesterol e pressão sanguínea. O papel deste metabólito no envelhecimento é uma descoberta completamente nova.
Ao comparar os pesos no nascimento de gêmeos idênticos que participaram da pesquisa, os pesquisadores descobriram que este metabólito também estava associado a um peso mais baixo em recém-nascidos.
Ana Valdes, a pesquisadora que liderou o estudo, este metabólito único, que está relacionado ao envelhecimento e a doenças ligadas ao envelhecimento, era diferente em gêmeos idênticos que tinham pesos diferentes ao nascer. Isto nos mostra que o peso ao nascer afeta um mecanismo molecular que altera este metabólito.
— Isto vai nos ajudar a entender como uma nutrição mais baixa ainda no útero altera os caminhos moleculares que vão resultar em um envelhecimento mais rápido e maior risco de doenças ligadas ao envelhecimento 50 anos depois.
A cientista afirma que a compreensão destes caminhos moleculares envolvidos nos processos de envelhecimento pode abrir caminho para a criação, no futuro, de exames simples para detectar e terapias para tratar doenças ligadas ao envelhecimento.
— Como estes 22 metabólitos ligados ao envelhecimento são detectáveis no sangue, agora podemos ver a verdadeira idade a partir de uma amostra de sangue e, no futuro, isto poderá ser melhorado e poderemos identificar o futuro do envelhecimento biológico das pessoas.
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