terça-feira, 9 de março de 2010

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (hGH)

O Hormônio do Crescimento tem sido visto como uma das descobertas mais promissoras no campo da medicina do rejuvenescimento e dos tratamentos antienvelhecimento.

Todos os hormônios descritos até agora apresentam resultados importantes e indiscutíveis, mas o Hormônio do Crescimento atua de uma forma decisiva no processo de regeneração de tecidos.

O Hormônio do Crescimento, como diz o próprio nome, é o responsável pelo crescimento da criança durante a fase de crescimento.

Em sua ausência ou deficiência surge o nanismo ou incapacidade de crescer.

Trata-se de uma proteína globular, com 191 aminoácidos em sua estrutura e tem uma atividade espécie específica, isto é, cada espécie de animal possui o seu próprio tipo de Hormônio do Crescimento.

Trata-se de uma molécula relativamente pequena, produzida na parte anterior da glândula hipófise, parte essa também chamada de adeno-hipófise.

Esse hormônio atua em todas as células do corpo, onde pode se ligar a receptores de membrana específicos para ele, pode atuar diretamente sobre enzimas e organelas citoplasmáticas ou pode atuar diretamente dentro do núcleo da célula, ao nível dos gens.


Hormônio do Crescimento Humano

O Hormônio do Crescimento Humano (hGH, GH ou Somatropina) é secretado pela glândula hipófise que é localizada no centro do cérebro, com picos de produção durante a adolescência quando o crescimento é muito rápido.

É o hormônio primário responsável por manter a saúde física e mental e pela reparação conserto dos tecidos, curando, fazendo a substituição de célula, força ósseo, função cerebral, produção de enzimas, integridade dos cabelos, unhas e pele.

Pela volta dos 60 anos de idade não é incomum ver declínios na ordem de 75% em relação a pessoas na juventude (veja mais).

Pro-hGh de 2ª Geração

A nova geração do Pro-hGh é uma combinação poderosa que ativa a produção do hGH para um padrão mais jovem.

Estudos publicados no “New England Journal of Medicine” considerou esta nova geração como um produto que normalizando os níveis do hGH, pode prevenir e pode retroceder os sinais e sintomas de envelhecimento biológico.

De acordo com o farmacologista americano Prof. James J. Jamison, esta nova versão de Pro-hGH é cerca de 6 vezes mais potente que a primeira versão na estimulação da liberação do Pro-hGH endógeno e tambem um potente insulino-regulador (veja mais).


AÇÃO DO hGH

No nanismo: desenvolve a cartilagem de crescimento.

Desprezando os riscos à saúde, usuários apostam no hormônio de crescimento para ganhar músculos, aumentar a disposição física e adiar o envelhecimento

Na velhice: pode combater a hipotrofia muscular e osteoporose, além de diminuir a gordura e dar sensação de bem-estar (apesar de haver controvérsias sobre os resultados)

Em adultos com deficiência: recupera a densidade óssea, aumenta a massa muscular e dá sensação de bem-estar (veja mais).

PESQUISA DE PRODUÇÃO VEGETAL DO hGH

Todas as células de um determinado organismo contêm os mesmos genes. Mesmo assim, não há confusão entre as funções que as células desempenham.

O fígado não vai deixar de produzir enzimas para fazer cabelo nem a pele vai liberar adrenalina.

A harmonia se deve aos chamados promotores, regiões regulatórias dos genes que determinam em que momento, quantidade e local as substâncias devem ser produzidas. A partir do controle desses maestros do organismo, o pesquisador Adilson Leite, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolveu com sua equipe um processo de produção de proteínas em plantas e fez com que sementes de milho produzissem o hormônio de crescimento humano.

Os resultados obtidos no final de setembro ainda são preliminares, mas promissores. As sementes de milho modificadas geneticamente elaboraram um hormônio de crescimento ou hGH que até o momento tem se mostrado idêntico ao produzido pelo organismo humano.

Pode estar se abrindo um caminho para a fabricação, em larga escala e a custos reduzidos, de um composto químico de grande interesse médico.

Indispensável no tratamento de crianças com problemas de crescimento, o hGH é atualmente obtido por meio de bactérias (veja mais).


PESQUISAS

Atualmente existem muitas controvérsias quanto à eficiência do uso de HG no esporte; pelos efeitos colaterais evidentes, que seriam os aspectos visíveis de acromegalia, quais sejam aumento de mandíbula e de maxilar superior com afastamento dos dentes incisivos superiores centrais, aumento dos cotovelos, mãos e pés, percebemos uma coincidência dessas características em alguns fisiculturistas e atletas de outras modalidades de esporte; pela carência de métodos de detecção ou äntidoping" por GH exógeno, porém só se pode especular sem acusar formalmente este ou aquele atleta.

Em 1996, realizou-se um estudo científico em tratos, para verificação dos efeitos co GH na hipertrofia muscular.

A técnica utilizada para induzir sobrecarga muscular consiste na retirada de músculos acessórios, para que outro sejasobrecarregado; por exemplo, se o músculo gastrocnêmio é removido do animal, os flexores plantares estarão funcionalmente sobrecarregados quando o animal é forçado a andar, gerando a conseqüente hipertrofia.

Observou-se então, que os ratos que receberam o GH na dose 1 mg por dia durante 6 semanas apresentaram um fantástico aumento muscular de cerca de 65% no peso do músculo; porém um grupo paralelo que recebeu a mesma dose de HG Não teve mudanças musculares.

Entretanto houve hipertrofia idêntica no músculo cardíaco dos dois grupos.

É até desnecessário dizer que ratos são ratos e humanos são humanos, e talvez haja diferenças de resultados, até mesmo entre os diferentes biotipos e raças humanas, porém o estudo com ratos é científico e realizado na Universidadedo Texas, e demostra que o sinergismo entre HG e a sobrecarga muscular resulta em hipertrofia do músculo.

Empiricamente, tomamos conhecimento que atletas de musculação utilizam-se de GH nos mais variados esquemas ou "ciclos", muitas vezes associados também à administração de insulina e esteróides anabolizantes; é muito provável que esteja aí a resposta para o desconcertante tamanho desses verdadeiros gigantes, que dificilmente (para não dizer nunca) chegariam a esse tamanho apenas com a genética, treino e nutrição, pois há fatores autolimitantes (somatostatina, miostatina) cuja função só pode ser bloqueada artificialmente com administração de fármacos e hormônios sintéticos (veja mais).


Hormônio do Crescimento

O Hormônio do Crescimento Humano é um dos muitos hormônios que tem sua produção diminuída com a idade, tal como acontece com o estrogênio, progesterona, testosterona, melatonina e DHEA.

Segundo autores simpatizantes das terapias hormonais, enquanto muitos desses hormônios podem ser repostos para deter alguns dos efeitos do envelhecimento, o hGH pode ir além disso, adiando o envelhecimento biológico e mesmo revertendo uma série de sintomas associados com o envelhecimento.

O hGH, também conhecido como somatrofina, é secretado pela glândula hipófise e produzido numa taxa que alcança níveis máximos durante a adolescência, quando então o crescimento corporal é acelerado.

Posteriormente sua secreção diária diminui com a idade, até quando, em torno dos 60 anos, a pessoa secretaria apenas 25% da quantidade liberada aos 20 anos.

Ao longo do dia, o Hormônio do Crescimento é liberado em maior quantidade em pulsos, durante as primeiras fases do sono, depois ele é rapidamente convertido no fígado para seu metabólito principal, o IGF-1, também conhecido como somatomedina - C.

É esse IGF-1 quem promove, de fato, a maior parte dos efeitos atribuídos ao hGH.

O declínio fisiológico do Hormônio do Crescimento, com a idade, esta diretamente associado aos muitos dos sintomas do envelhecimento, tais como rugas, cabelos cinza, diminuição nos níveis de energia e função sexual, aumento no percentual de gordura corporal e doenças cardiovasculares, osteoporose, etc.

A Produção

Para que a hipófise produza o hormônio do crescimento é necessário que ela sofra a ação de um outro hormônio, chamado GHRF (growth hormone releasing factor - fator liberador do hormônio do crescimento), produzido no cérebro acima da hipófise, numa região conhecida como hipotálamo.

Assim sendo, sob o estímulo do GHRF a hipófise libera o hormônio do crescimento.

Esse jogo hormonal tem origem cerebral. O hipotálamo controla a atividade de diversas glândulas e de diversos outros hormônios, e sempre através da interação com a hipófise. O hipotálamo é a região cerebral que recebe informações de todo organismo e dos acontecimentos externos. É assim, por exemplo, com relação à produção de TRF, um fator de liberação que estimula a hipófise a liberar o TSH, o qual, que por sua vez, irá estimular a tireóide a produzir o hormônio T4. Dependendo das informações recebidas o hipotálamo irá determinar a produção do GHRF que, por sua vez, desencadeará a produção e liberação do Hormônio do Crescimento pela hipófise.

O Hormônio do Crescimento, hGH ou somatotrofina como também é conhecido, é o mais abundante hormônio liberado pela hipófise. Sua produção ocorre em picos com maior intensidade à noite, durante a fase de movimentos rápidos dos olhos (REM) e em picos menores, durante o jejum e após exercícios físicos. É um dos chamados hormônios de antienvelhecimento ou de pró-longevidade, ao lado do estrógeno, da testosterona, da pregnenolona, da melatonina e do DHEA.

O que o diferencia dos o hGH dos outros hormônios é que, enquanto os outros agem principalmente de forma preventiva, detendo o avanço do envelhecimento, o Hormônio do Crescimento age principalmente revertendo alguns efeitos do envelhecimento, além de retardar o ritmo da evolução do processo de envelhecimento. Por isso se costuma dizer que o hormônio do crescimento atua atrasando o relógio biológico.

Hormônio do Crescimento - hGH

O Hormônio do Crescimento é uma substância produzida naturalmente pela hipófise, glândula situada no hipotálamo no Sistema Nervoso Central. Depois de produzido, o hormônio é levado pela corrente sanguínea para o fígado, que o utiliza para produzir os chamados fatores de crescimento, como o IGF-1 (Insulin-Like Growth Factor-1), um potente inibidor do envelhecimento.

A partir dos 21 anos, o Hormônio do Crescimento tem sua liberação reduzida e, acima dos 40 anos, apenas a metade dele estará disponível no organismo, com declínio progressivo de aproximadamente 14% por década. Aos 60 anos a produção diária de GH é reduzida em 50%.

Queda na concentração do hGH ao longo da idade

20 anos


500 mcg

40 anos


200 mcg

80 anos


25 mcg

As pesquisas na área da geriatria sugerem que a terapia de reposição desse hormônio teria a capacidade de diminuir e até reverter vários processos biológicos do envelhecimento. Por causa disso surgiu o Pró-Hormônio do Crescimento, um substituto do hGH com as mesmas características do hormônio original, porém, com muito menos contra-indicações.

O Pró-Hormônio do Crescimento é um complexo de glicoaminoácidos associados a substâncias de origem vegetal reguladoras da insulina e ativadoras do IGF-1. O IGF-1 (Insulin-Like Growth Factor-1), como vimos, é capaz de reverter alguns transtornos causados pela idade, como aumento de colesterol, perda muscular e enfraquecimento das funções mentais e neurológicas. A diferença entre o tratamento com Pró-Hormônio do Crescimento e com o próprio Hormônio do Crescimento, é que o pró-hormônio estimula a glândula a liberar o hormônio produzido pelo próprio organismo, enquanto o hGH puro inibiria a hipófise de produzi-lo.
Entre os benefícios propalados ao Pró-hGH estariam:

1.

Aumento da massa muscular.
2.

Redução da gordura corporal.
3.

Melhora de todos os tecidos incluindo a pele através da redução de rugas.
4.

Restauração do tecido capilar.
5.

Restauração da cor do cabelo.
6.

Aumento na energia.
7.

Aumento na função sexual.
8.

Melhora nos níveis de colesterol ldl/hdl.
9.

Restauração do tamanho do fígado, pâncreas, coração e outros órgãos que encolhem com a idade.
10.

Melhora na visão.
11.

Melhora da memória.
12.

Melhora no humor e no sono.
13.

Normalização da pressão arterial.
14.

Aumento da resistência e fluxo sanguíneo para o coração.
15.

Melhora no sistema imunológico.

O Fator do Crescimento do Tipo Insulina, o IGF-1, estimulado pelo Pró-hGH, atualmente é mais seguro e tão potente quanto o próprio hGH. Algumas pesquisas têm mostrado que o Hormônio do Crescimento tem a capacidade de revertes algumas alterações do envelhecimento, tais como, fazer os cabelos voltarem a crescer e a recuperar sua cor normal, tornar a pele mais fina e delicada, diminuir as rugas e a flacidez da pele, tornar as unhas brilhantes e resistentes, recupera a musculatura, faz desaparecer massa gordurosa excedente, recalcifica os ossos, recupera os ligamentos e articulações.

Até recentemente, a terapia com hormônio do crescimento só estava disponível através de injeções muito caras e difíceis de usar. O hormônio usado por via oral era destruído pelos ácidos no estômago e não chegava a ser absorvido pelo organismo, devendo sua administração ser injetável. Mas já existem substâncias naturais capazes de aumentar os níveis de Hormônio do Crescimento em níveis bastante satisfatórios. Agora, com o Pró-hGH, há estimulação do IGF-1, chamado Pró-Hormônio do Crescimento, que pode ser usado por via oral.

Efeitos Indesejáveis

Para conduzir um tratamento de reposição do Hormônio do Crescimento é preciso vivência clínica e experiência. Quando bem conduzido o tratamento é completamente seguro, incapaz de causar mal ao paciente.

Parte dos efeitos ocasionados pelo hGH é produzida pela sua atuação direta, outra parte é devida à ação da IGF-1 como normalmente é conhecida. A IGF-1 é produzida no fígado a partir da metabolização do hGH e, ao contrário do próprio hGH, tem uma vida longa. Uma das mais importantes ações do hormônio do crescimento no organismo humano está ligada a sua capacidade de atuar como os anabolizantes ao nível muscular, isto é, promovendo o aumento da massa muscular.

As pessoas que se automedicam com Pró-hGH, podem sofrer efeitos colaterais decorrentes de doses mais altas. Entre esses efeitos observa-se a sobrecarga cardíaca por inchaço do músculo, crescimento de tumores já existentes, aumento das mamas, do queixo, das cartilagens, das orelhas, do nariz e até das mãos e dos pés. Outra prática perigosa e comum nos pacientes com Vigorexia é turbinar o efeito do Hormônio do Crescimento com doses extras de insulina. Isso pode acabar levando à morte.

Há fortes suspeitas de que doses imprudentes de Hormônio do Crescimento deflagrem quadros de diabetes, isso quando há predisposição genética para a doença. Há ainda suspeitas de que doses a mais desse hormônio estejam relacionadas ao desenvolvimento de câncer. Como a droga estimula a multiplicação celular, também estimularia o crescimento de tumores malignos. Mas, até agora, nada disso é inquestionavelmente provado. São apenas suspeitas.

Tendo em vista o fato dos efeitos determinados pelo hGH serem permanentes, parece muito sensato que esta substância só deva ser utilizada por um médico especializado e experiente.

DHEA
Pró-hGH
Melatonina

Ballone GJ - hGH - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, disponível em REVISTO EM 2002

domingo, 7 de março de 2010

Comportamento e Estilo

Saiba mais sobre comportamento, clicando no seguinte LINK:

http://estilo.uol.com.br/comportamento/


UOL Estilo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Genética do envelhecimento

Cientistas descobrem variantes genéticas associadas com o envelhecimento em humanos. Pesquisa, feita na Europa, é destaque na Nature GeneticsReino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há duas formas de envelhecimento.


Agência FAPESP – Cientistas europeus anunciaram neste domingo (7/2) a descoberta de mutações genéticas associadas com o envelhecimento em humanos. O grupo analisou mais de 500 mil variações genéticas espalhadas pelo genoma para identificar as mutações, que se encontram próximas ao gene chamado Terc.

A novidade foi publicada na revista Nature Genetics. Nilesh Samani, professor de cardiologia da Universidade de Leicester, no Reino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há duas formas de envelhecimento.

A primeira é o envelhecimento cronológico, isto é, a quantidade de anos vividos, e a segunda é o biológico, no qual as células de um indivíduo são mais novas (ou mais velhas) do que sugere a idade real.

“Há cada vez mais evidências de que o risco de doenças associadas à idade, entre as quais problemas no coração e alguns tipos de câncer, está mais intimamente ligada à idade biológica do que à idade cronológica”, disse Samani.

“Estudamos estruturas chamadas telômeros, que são partes do cromossomo. Indivíduos nascem com telômeros de determinado comprimento e em muitas células eles encolhem à medida que envelhecem e que as células se dividem. O comprimento do telômero é, por conta disso, considerado um marcador do envelhecimento biológico”, explicou.

O grupo de cientistas observou que as pessoas com variantes genéticas específicas tinham telômeros mais curtos e eram biologicamente mais velhas.

“Dada a associação entre telômeros mais curtos com doenças relacionadas à idade, os resultados da pesquisa levantam questões sobre se tais indivíduos que têm uma determinada variante têm risco mais elevado de desenvolver tais doenças”, apontou Samani.

As mutações identificadas estão próximas ao gene Terc, que já se sabia ter uma papel importante na manutenção do comprimento dos telômeros. “O que nosso estudo sugere é que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rapidamente”, disse Tim Spector, professor do King's College London e coordenador da pesquisa.

“Esse efeito se mostrou mais acentuado nos indivíduos com as variantes, que apresentaram o equivalente a três ou quatro anos de envelhecimento biológico conforme medido pela perda no comprimento dos telômeros. Essas pessoas podem envelhecer ainda mais rapidamente quando expostas a situações que se mostraram prejudiciais aos telômeros, como fumo, obesidade ou falta de exercícios físicos”, disse.

O artigo Common variants near TERC are associated with mean telomere length (DOI:10.1038/ng.532), de Nilesh Samani e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Genetics em www.nature.com/naturegenetics.

Mais:

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    Cientistas descobrem receptores em mosquitos transmissores da malária responsáveis pela atração por odores humanos. Pesquisa pode ajudar no desenvolvimento de métodos contra o anófeles

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    Pesquisa com 1.319 pessoas identifica relação entre uso intensivo da internet e a manifestação de sintomas depressivos

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Água e Envelhecimento

IMMB – Terapeuta Online/Plantas Medicinais/Ensino a Distância/Auto-ajuda


Água e Envelhecimento (…)


Por:
Arnaldo Lichtenstein

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:

- “Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?”

Alguns arriscam:

- “Tumor na cabeça.”

Eu digo:

- “Não”

Outros apostam:

- “Mal de Alzheimer”.

Respondo, novamente:

- “Não”

A cada negativa a turma espanta-se.

E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é.
Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial,
aumento dos batimentos cardíacos (”batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água.

Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno, não funcionam muito bem.
Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível.

Quando ele cai, aciona-se automaticamente um “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e, de sais minerais, em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo “pede” água.

A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos…
Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes.

A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água.
Conclusão:
idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de
grandes perdas, como diarréias, vômitos, ou exposição intensa ao sol.

Basta o dia estar quente – e o verão já vem aí – ou a umidade do ar baixar muito, como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas.O primeiro é para vovós e vovôs:

Tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade.

Por líquido entenda-se: água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina, e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro.

Lembrem-se disso!
Meu segundo alerta é para os familiares: Ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção!!!
É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação.
Líquido neles e, rápido para um serviço médico.

Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

domingo, 24 de janeiro de 2010

Especialistas indicam truques para quem deseja a longevidade

Revista Viva Saúde/JL

Por CAROL NOGUEIRA

"Faça isso, não faça aquilo", "Coma isso, não coma aquilo." Não há quem suporte uma rotina com tantas preocupações e proibições. Mas, diariamente, somos alarmados por esse tipo de afirmação, não somente por médicos, mas também de familiares e amigos.

Será que vale mesmo a pena seguir a risca todas as recomendações que nos são dadas ou cada um de nós tem uma medida certa para cada tipo de ação? Quais atitudes são realmente importantes para uma pessoa viver mais e melhor? Nós consultamos 45 especialistas de diversas áreas para esclarecer alguns mitos e saber o que pode trazer longevidade.

MENTE E CORPO

1 - "Como qualquer máquina ou músculo, o cérebro precisa de cuidados para funcionar corretamente. E algumas mudanças na rotina podem ajudar a estimulá-lo: use o relógio de pulso no braço direito, ande pela casa de trás para frente, olhe fotos de cabeça para baixo, veja as horas num espelho, faça um novo caminho para ir ao trabalho, decore uma palavra nova por dia." Carlos Maurício Prado, especialista em Ginástica Cerebral

2 - "Conheça o seu corpo; ele nos avisa com sinais as necessidades importantes, como comer (fome) e dormir (sono). No caso da dor, por exemplo, é um aviso para buscar a sua causa real, portanto nunca ignore a dor ou a suprima com drogas sem procurar a raiz." Jason Gilbert, quiropraxista do Instituto Internacional de Quiropraxia

3 - "Dedicar alguns minutos da manhã à mente é uma fórmula eficaz para conseguir mais disposição. Ao acordar, tente relaxar, meditar e mentalizar com muita calma o que você vai fazer durante o dia, assim, evita o cansaço mental e físico." Bokkulla Ramachandra Reddy, especialista em Ayurveda

4 - "Quando estiver doente, procure pensar em outras coisas e se envolva em atividades diferentes. Faça cursos, exercícios e esteja sempre estimulando o cérebro com algo novo. Dessa forma, nos preocupamos menos e sofremos menos."

Manoel Jacobsen, chefe do grupo de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP)

5 - "Pratique exercícios moderados diariamente. Com certeza você ficará mais animado e bem-disposto, além de condicionar o corpo e fortalecer as defesas do organismo."

Eduardo Gomes de Azevedo, geriatra e autor do livro Tudo novo em seu corpo: atividade física.

6 - "Dormir é essencial para restaurar a atividade cerebral. O recomendado para adultos é de seis a oito horas por dia, do sono que chamamos de reparador." Sérgio Tufik, diretor do Instituto do Sono de São Paulo

PELE, CABELO, UNHAS

7 - "Se você já tentou de tudo para ter cabelos fortes e brilhantes e de nada adiantou, a solução pode estar no seu prato. Invista na couve, no tomate e na cenoura, que possuem vitaminas A e E. As suas unhas também ficarão lindas."

Adriana Vilarinho, membro da Academia Brasileira de Dermatologia (SBD)

8 - "Proteja a pele da exposição solar. Não podemos ficar sem proteção durante todo o dia, independente de ter sol ou não. Por isso, é essencial usar filtro solar adequado a seu tipo de pele, óculos de sol com proteção adequada, bonés e roupas que barrem os raios solares."

Luciana Conrado, dermatologista e conselheira da Sociedade Brasileira de Dermatologia - regional São Paulo (SBD-SP)

9 - "A melhor maneira de tratar o câncer de pele é ficar atento aos sinais para que o diagnóstico seja feito no início da doença.

Para isso, examinar a pele e as pintas com frequência é fundamental para detectar alterações, assim como visitar o dermatologista de uma a duas vezes por ano." Sumaya Neves, membro da SBD

10 - "Se você não gosta do cheiro do protetor solar, peça a sua dermatologista uma fórmula preparada especialmente para você, unindo o seu hidratante diário e a proteção contra os raios ultravioleta." Denise Steiner, coordenadora do departamento de Cosmiatria da SBD

11 - "Dê preferência aos alimentos antioxidantes, como os oligoelementos (ferro, zinco, cobre, magnésio, selênio etc.), que combatem os radicais livres, o envelhecimento precoce e o desequilíbrio de nutrientes que acarretam diversas doenças em nosso organismo."

Ana Carolina Moron Gigliardi, nutricionista da Universidade de São Paulo (USP)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

CURCUMINA E ALZHEIMER


Novos estudos chamam a atenção para facto de que comer caril uma ou duas vezes por semana pode ajudar a prevenir o início da doença de Alzheimer e outras demências. A razão reside na curcumina, um componente da especiaria açafrão

A curcumina previne a disseminação das placas amilóides cerebrais, as quais se pensa serem a causa da demência. Estas placas conjuntamente com um emaranhado de fibras nervosas, contribuem para a degradação dos neurónios e suas conexões cerebrais.
Há evidência de que quem ingere duas a três refeições semanais de caril tem um menor risco de contrair demência. Os cientistas estão agora a experimentar doses grandes para ver se conseguem aumentar este efeito.

Eu conheço muitos brilhantes profissionais de saúde e é espantoso que a grande maioria está de acordo quanto aos efeitos benéficos da curcumina, o pigmento que dá a cor amarelada ao açafrão. Uma das maneiras de acção da curcumina tem semelhança com a vitamina D ao modular um enorme número de genes.
Um estudo efectuado em 2004 demonstrou a eficácia da curcumina em impeder a deposição da substância beta amiloide cerebral (a proteina responsavel pelo Alzheimer).
Baseado nestas descobertas os cientistas determinaram:

  • A curcumina é mais efectiva a inibir as placas cerebrais do que outros tratamentos para o Alzheimer.
  • O seu baixo peso molecular e a sua estrutura polar permite que passe a barreira hemato-encefálica e se ligue à proteína beta amilóide.
  • Os sintomas do Alzheimer causados pela inflamação e oxidação são eliminados pela curcumina.

Além disso, os cientistas da UCLA testaram os efeitos da curcumina em células isoladas chamadas macrófagos (tipo de glóbulo branco responsável que está encarregue da limpeza dos tóxicos celulares tais como a proteína amilóide) e as amostras de sangue destes doentes de Alzheimer revelaram melhorias dramáticas após serem tratadas com curcumina. Para além disto o açafrão trás outros benefícios á saúde:

  • Melhoria da digestão
  • Melhoria do processo de desintoxicação hepática
  • Propriedades anti-cancerigenas e antiartríticas
  • Propriedades antinflamatórias

Assim, tire vantagem do uso culinário desta especiaria e confeccione pratos com receitas de açafrão. Com o acompanhamento de um copo de bom tinto, tem um dois em um!



publicado por Anti-Envelhecimento

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Células-tronco contra o envelhecimento

O avanço das pesquisas no campo da medicina preventiva ganha a cada momento novos e poderosos aliados contra os estragos do tempo e acenam para que, num futuro bem próximo, transplantes relativamente simples possam fazer desaparecer da rotina dos idosos doenças graves como Mal de Alzheimer, Parkinson, Diabetes e muitas outras. É o que explica o endocrinologista César de Souza Lima Colaneri

Depois que a medicina descobriu que o envelhecimento é causado pela perda hormonal e não que a perda hormonal é causada pelo envelhecimento, tudo ficou mais fácil. Pelo menos é o que acredita o médico endocrinologista, especializado na medicina Antienvelhecimento e na Terapêutica Gênica e Celular em Idosos, Dr. César de Souza Lima Colaneri. Ele explica que as pesquisas nesta área têm alcançado resultados surpreendentes e que os especialistas estão conseguindo aumentar a longevidade em até 120 anos, prevenindo as doenças do envelhecimento.

Por isso, anime-se! O assunto aqui é melhor idade com saúde e muita disposição para fazer o que bem entender da vida.


Considerando que a velhice é hoje uma doença tratável, Dr. César garante que não há mistérios no tratamento antienvelhecimento. “A técnica é fácil, é só manter os hormônios e o metabolismo no nível de quando a pessoa tinha 40 anos de idade”, afirma, citando a reposição hormonal como uma das principais armas para manter a saúde na Terceira Idade, sem as ameaças da osteoporose, da flacidez, da hipertensão arterial, do diabetes, dos distúrbios da tireóide ou do Alzheimer, entre outros males, característicos da fase da vida em que a produção dos hormônios, essenciais para o bom funcionamento do organismo já não é a mesma. Segundo ele, hoje “conseguimos manter a nossa idade biológica mais jovem, as custas de reposição hormonal e correções do metabolismo mineral. Isso é a Medicina Antienvelhecimento”.

Células-tronco – uma janela para a imortalidade

Mas o melhor está chegando de uma forma definitiva. Trata-se dos transplantes de Células-tronco, que possibilitam refazer ou renovar o tecido ou órgão lesado, sem risco para o paciente, proporcionando a recuperação integral das funções do corpo. “Abriu-se uma janela quase que para a imortalidade”, garante Dr. César, dando como exemplo os casos de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e Coronarianos (Enfartos), quando a célula tronco do próprio paciente refaz a vascularização perdida em apenas 24 ou 46 horas, com o paciente recebendo alta, sem qualquer seqüela. Ele também informa que alguns hospitais em São Paulo já conseguem reparar o pâncreas, formando novas células produtoras de insulina, diferentes daquelas destruídas pelos anticorpos do Diabetes do Tipo 1. O que significa dizer que para muitos pacientes com este tipo de diabetes a recuperação da qualidade de vida já é uma realidade. Coisa que a bem pouco tempo, sequer se poderia sonhar.

O que são as Células-tronco

O endocrinologista e especialista em medicina antienvelhecimento explica que as células-tronco são células mais primitivas de origem embrionária capazes de gerar potencialmente qualquer tecido do corpo humano. Atualmente apenas as do próprio paciente – chamadas células-tronco autólogas ou do cordão umbilical – são utilizadas, já que as células embrionárias ainda esperam por legislação própria para serem realmente liberadas para fins de pesquisas no Brasil. De qualquer forma, ele explica que a técnica consiste “primeiro na prevenção das doenças do envelhecimento e o armazenamento das células tronco retiradas do próprio paciente e estocadas em condições específicas – em temperatura a 192 graus negativos até por 30 anos – para garantir sua integridade físico-química e biológica. Caso neste período o idoso sofra de alguma doença ou acidente, imediatamente essas células são descongeladas e injetadas no local da lesão, fazendo a reparação do dano”.

Reposição de órgãos será possível

Bastante animado com os resultados da medicina antienvelhecimento, Dr. César lembra que desde a década de 60 os especialistas já sabem que alguns tecidos de um organismo adulto se regeneram constantemente, como a pele, as paredes do intestino e, principalmente o sangue, que tem células sendo destruídas e renovadas durante todo o tempo. “A renovação do sangue é tão intensa que diariamente entram em circulação cerca de 8 mil novas células sangüíneas. É assombroso que o organismo consiga controlar um processo proliferativo tão exuberante, impedindo, em circunstâncias normais, que o número de células produzidas exceda o necessário e que as células liberadas na circulação estejam no estágio correto de diferenciação”, enfatiza.

Explica, no entanto, que é relativamente recente a constatação de que além destes tecidos, outros órgãos como fígado, pâncreas, músculos esqueléticos, tecido adiposo e sistema nervoso também tenham um estoque de células tronco e uma capacidade de regeneração após lesões. “Mais recente ainda é a idéia de que essas células-tronco ‘adultas’ não são apenas multipotentes, ou seja, capazes de gerar os tipos celulares que compõem o tecido ou órgão específico onde estão situadas, mas também pluripotentes, isto é, podem gerar células de outros órgãos e tecidos”, diz o especialista, observando, porém, que estes estudos estão ainda em fase inicial, mas que com a melhoria das pesquisas “já poderemos prever para curto espaço de tempo que caso algum idoso perca seu rim ou seu pulmão, rapidamente teremos condições de produzir um órgão novo”.

Sem doenças no futuro é a promessa

Também especialista em Terapêutica Gênica e Celular em Idosos o médico lista doenças como Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, degenerativas em geral, diabetes 1, acidentes vasculares cerebral e coronariano, traumas da medula óssea e cerebral, lesões oftálmicas tipo degeneração macular e outras, câncer, cirrose hepática, pancreatite crônica, além de doenças infantis congênitas e muitas outras, como males que poderão ser abolidos num futuro próximo da rotina de pacientes idosos ou não, a partir do advento dos transplantes de células-troco. Mas ele também adverte que as células-troco autólogas não curam as doenças, porque não corrigem as causas, sejam elas infecciosa, ambiental ou genética. “Elas permitem que se regenerem os órgãos afetados, mas se a causa não for removida, o órgão será novamente lesado”, explica.

Segundo o Dr. César o futuro saudável está exatamente na composição entre os benefícios dos transplantes de células-troco e da medicina antienvelhecimento. “No caso das doenças genéticas há necessidade da manipulação genética das células-troco do indivíduo para corrigir o defeito genético antes de injetá-las no paciente. Mas se a doença for de causa infecciosa ou ambiental, é preciso que além da terapia celular se remova o agente infeccioso ou ambiental causador da doença”, conclui.

Fonte:
Dr. César de Souza Lima Colaneri, é médico endocrinologista, especializado na medicina Antienvelhecimento e na Terapêutica Gênica e Celular no Idoso.
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